05/01/2008
Doces deletérios
Não procure saber por onde andei, procure saber onde te espero e até quando esperarei. Por você eu espero pra sempre, mesmo que o sempre seja sem - eu já sei que o que vale é amar e sofrer e viver e não esperar para ver (sonho não se dá) -, mesmo que ao meu lado você não consiga seguir sem desafinar; pois bem. Aquilo que tomou conta de mim não tem explicação, não tem fim. Meus anseios me levam a crer que não existirá paz, enquanto houver obsessão - e essa história toda de Platão -. Mas se houver calmaria, não hesitarei em entregar e tropeçar e machucar e arrepender e levantar outra vez, mesmo sabendo que a dor é maior a cada passo em falso. Não tenho para onde fugir, nem onde me esconder, quando todos os caminhos me levam a você.