Surgiu como um vulto, repentino e silencioso e a chuva cobriu o grosso. O instante, um tanto quanto subversivo, poderia ter durado uma eternidade, o que não o tornaria perceptível. Mesmo que não houvesse manifesto imediato, eu saberia. Não há sensibilidade, nem pressentimento, apenas a certeza de um momento: aquele.
Surgiu; e o tumulto. O tumulto apressou a investigação, correndo contra o tempo e contra o gradiente, deixando de lado o ambiente, que antes silenciava. Ficou a sensação. A sensação de um ritmo sem harmonia, de uma letra sem melodia, de um sossego em agonia. E agora? Acordar.
27/02/2008
Que não deixa passar
Às vezes é só olhar para o lado, e, não deixando passar despercebido nem um dos mínimos detalhes, construo o que preciso para um entardecer memorável, para um momento inesquecível; tal que não seria possível só.
Assim, pode ser que eu me encontre nos olhos de quem vê beleza em mim.
Quem sabe? Às vezes é só olhar para o lado.
Assim, pode ser que eu me encontre nos olhos de quem vê beleza em mim.
Quem sabe? Às vezes é só olhar para o lado.
Reconsidere, por favor.
Eu sei o quanto é longe, mas eu estou cada vez mais perto. Eu sei, é incerto. Eu sei o quanto eu terei de esperar, mas a fome aumenta quando se avista a caça, e agora é tarde pra deixar pra lá. Me precipitei, mas já perdi tempo demais, eu sei. Reconsidere, por favor. Eu sei o quanto é caro, mas eu estou acumulando, pra no final perder tudo de uma vez; não foi assim que você me ensinou? Não foi assim que você fez? Eu sei, agora eu sou só mais uma, completamente só; nó. Reconsidere, por favor.
25/02/2008
Que me traz/faz/refaz
O sentido crucial, a noite, o silêncio; a falta que me traz.
O riso, o carnaval, o barulho; a falta que me faz.
Não perdi minhas esperanças, nem deixei minhas lembranças desbotarem as cores que matizam o meu mundo. Eu só deixo isso tudo de lado porque de frente se enxerga completamente - se é que você me entende - e é parcialmente que a gente sente e fica querendo ir mais fundo.
O desejo irracional, o receio, a conseqüência; a falta que me refaz.
O riso, o carnaval, o barulho; a falta que me faz.
Não perdi minhas esperanças, nem deixei minhas lembranças desbotarem as cores que matizam o meu mundo. Eu só deixo isso tudo de lado porque de frente se enxerga completamente - se é que você me entende - e é parcialmente que a gente sente e fica querendo ir mais fundo.
O desejo irracional, o receio, a conseqüência; a falta que me refaz.
Que não tem fim
Por lá eu deixei, pra cá eu trouxe o que sobrou pra mim. Por mais que eu queira, isso não tem fim. Eu vou cortando, perversa. Cortando a calça, que vira short, cortando o comprido, que vira curto, cortando o cumprido, que vira ilusão. Eu sei que tenho, tenho sim, tudo na mão. Eu vou trocando. Trocando o dentro pelo fora, o escuro pelo claro, o sonho pela esperança, o abstrato pelo concreto. Não sou a mesma de ontem, muito menos a mesma de amanhã, que o futuro nada é além de incerto. Alguns não conseguem enxergar a mudança, a um palmo de distância; apenas inspiram e expiram, deixando para trás o que poderia estar presente. Assim, perdem a chance de viverem intensamente e fazerem de suas vidas um livro, tão aberto quanto o meu.
24/02/2008
Negativos
A loucura a que o louco se submete
As infringências que se comete
O ganho, a perda.
As infringências a que o louco se submete
A loucura que se comete
A perda, o ganho.
Porque agora, agora eu me enchi de coragem, como o sedento enche o copo d'água.
Agora não há força contrária que me leve a procrastinar.
Lágrimas não cobrem poros, o porvir não cobre o findado.
Agora somos eu, eu mesma, e a conseqüência, seja ela qual for.
As infringências que se comete
O ganho, a perda.
As infringências a que o louco se submete
A loucura que se comete
A perda, o ganho.
Porque agora, agora eu me enchi de coragem, como o sedento enche o copo d'água.
Agora não há força contrária que me leve a procrastinar.
Lágrimas não cobrem poros, o porvir não cobre o findado.
Agora somos eu, eu mesma, e a conseqüência, seja ela qual for.
Sigo
Sigo; não espero. Só cabe a mim desfazer os nós e o nós, só cabe a mim renunciar. Sigo; me desespero. Não é fácil seguir sem olhar pra trás, sem jamais voltar. Tudo e nada, como a pouca reciprocidade, você nunca me ensinou os seus truques, e isso que é vaidade. Mas já me sinto liberta, pronta para arriscar e ser presa de novo, mas, dessa vez, não na jaula que você construiu. Sigo; não espero. Só cabe a mim desalinhar as expectativas, só cabe a mim desencanar, descansar. Sigo; me desespero. Não existe outro você aqui, nem outro eu lá.
20/02/2008
Indigno
Esses olhos verdes não me pertencem. Por toda a pureza impura, por toda a bondade perversa e por essa derrama.
Eu só preciso de uma chance, que nunca estará ao meu alcance - já se sabe que esse caminho é sem saída e sem retorno. - Eu só preciso esquecer o relevante e lembrar do irrelevante, que pode mudar o rumo do não-tão-bom e velho transtorno.
Que tudo venha a mim sem medo de me machucar;
que colida, que refrata e que reflita, doendo em você.
Que tudo volte ao normal, com a exceção do mal.
Já não transcende a última gota, já não me faz sofrer.
E enfim que tudo acabe, num piscar do meu olhar, sem que haja tempo para eu perceber.
Eu só preciso de uma chance, que nunca estará ao meu alcance - já se sabe que esse caminho é sem saída e sem retorno. - Eu só preciso esquecer o relevante e lembrar do irrelevante, que pode mudar o rumo do não-tão-bom e velho transtorno.
Que tudo venha a mim sem medo de me machucar;
que colida, que refrata e que reflita, doendo em você.
Que tudo volte ao normal, com a exceção do mal.
Já não transcende a última gota, já não me faz sofrer.
E enfim que tudo acabe, num piscar do meu olhar, sem que haja tempo para eu perceber.
06/02/2008
Night(mares)
When I start to think about it, my whole world blows away. My self care, my plans, my (stupid) desires seems like nothing, under these circumstances; they all disapear. I didn't want to worry that much, 'cause it really makes no difference for me; I never change!
No, It's not easy. It's not easy. It's not fucking e-a-s-y!
While it stays here, it chews me, eats me, devoures me, destroys me! But this pieces of me are avaiable, to tell you how I feel. As it goes, I come back. As I come back, it has already gone, so I can do nothing but pray for it to take long to be here again.
Why dreams are always so distant from reality, while nightmares seems just too near to be untrue?
No, It's not easy. It's not easy. It's not fucking e-a-s-y!
While it stays here, it chews me, eats me, devoures me, destroys me! But this pieces of me are avaiable, to tell you how I feel. As it goes, I come back. As I come back, it has already gone, so I can do nothing but pray for it to take long to be here again.
Why dreams are always so distant from reality, while nightmares seems just too near to be untrue?
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