25/02/2008

Que não tem fim

Por lá eu deixei, pra cá eu trouxe o que sobrou pra mim. Por mais que eu queira, isso não tem fim. Eu vou cortando, perversa. Cortando a calça, que vira short, cortando o comprido, que vira curto, cortando o cumprido, que vira ilusão. Eu sei que tenho, tenho sim, tudo na mão. Eu vou trocando. Trocando o dentro pelo fora, o escuro pelo claro, o sonho pela esperança, o abstrato pelo concreto. Não sou a mesma de ontem, muito menos a mesma de amanhã, que o futuro nada é além de incerto. Alguns não conseguem enxergar a mudança, a um palmo de distância; apenas inspiram e expiram, deixando para trás o que poderia estar presente. Assim, perdem a chance de viverem intensamente e fazerem de suas vidas um livro, tão aberto quanto o meu.