Ah, se o mundo inteiro me pudesse ouvir... Tenho muito pra contar, dizer que aprendi.
Não anoiteço. O quanto eu corri foi para descobrir que tudo tem a sua hora, que isso tudo cansa, que não sou mais criança e que sou só. Dó. Alimentei a miséria interior pensando se tratar de arte; procurei por toda parte. Onde está?
Não anoiteço. Eu senti que faltava, senti que falhava, mas sempre tive fé. Não há mais céu azul disposto a transformar o verde dos meus olhos na cor do mar. Agora de nada adianta chorar. Para que chorar o leite derramado, derramar o leite chorado, se o que foi visto foi sentido - ou apenas um orgulho ferido - que me deixou levar?
- Em que você acredita?
Em nada.