Irrefutável; cresce.
O medo é a mais poderosa das armas; enfraquece. Sente-se, por um instante, o coração à boca, a boca aos pés, os pés à cabeça, a cabeça ao chão, o chão ao teto, até que desaba. Nunca se esquece.
Passividade. Mesmo se tratando de um mal de bicho pra bicho, de mesma origem, de mesmo nicho, retrai-se a ponto de tornar-se apático. Pode-se chamar de racional? Não encontro razão em meio a tamanha perversidade. De sujeito a marginal, o caminho mais fácil.
Será a compaixão valor antigo, sentimento reprimido ou quem sabe até ilusão de quem não fora corrompido?
Até que ponto vale a pena passar por cima da própria piedade?
Até que ponto vale a pena virar as costas para a própria realidade?
Não se sabe até onde isso vai chegar.
O que acontecerá de mais forte que alimentará a consciência de que precisamos nos unir para sobreviver?
Não desabam os muros quando se pensa estar seguro da própria avidez humana? Será que isso ainda há de acontecer?
Porque se não, é GLP no ar respirado.
Irremediável; crescente.
É revanche.
É tumor que de benígno não tem nada.
É câncer, gene mutante.
Surge; sem nem ter hora marcada.