04/05/2009

Antes não ter do que viver com medo

Aquela história de se deixar cair de olhos fechados já me tirou alguns pedaços. Já fui multicolorida, acreditava na cor e na vida, no amor e na ferida. Hoje, em sépia, vivo bem, sem; mesmo que ninguém me suporte. Ah, indiferença. Dizia o poeta, "eu francamente já não quero nem saber de quem não vai porque tem medo de sofrer"; e eu juro, já fui de pensar assim. Hoje Vinícius já não quer nem saber de mim, francamente. Sou só mais uma desilusão, sou covardia assumida e não deixo que nada nessa vida seja tão meu que não possa deixar de ser sem me fazer sofrer. Só tem medo de perder quem tem o que perder. Antes não ter do que viver com medo.