25/07/2007

Taciturnidade

Não tente destruir o silêncio que me congela
Pois assim sigo em frente, não encanto nem desafino
Não tente arruinar o calar que me preserva
Pois muda vou à luta, com a esperança de um menino

Suas palavras não me dizem nada, seu sorriso menos ainda
Então não me mostre esse dente amarelado
Não espere para ouvir o que não posso lhe dizer
E me poupe desse vocabulário infundado.

Agora quebre em mil pedaços essa esperança
Cadê seu medo de viver?
Estou aqui para mim, e nem aí para sua vingança
E sei que nunca irei me arrepender.