Muito disso não se lê, não se ensina, não se aprende; se apreende, entende?
É a diferença entre quem esteve lá e quem não esteve, mas ficou sabendo.
É que, para isso, só vivendo.
Falar é fácil.
Eu quero ver viver, viver para ver.
Ver que nem sempre as coisas acontecem da maneira planejada. Que chorar é inevitável, mas não muda absolutamente nada. Que nada se apaga e que o que mais dói é o que mais marca. Que tudo tem sua hora, mas que nem toda hora tem seu tudo. Que falar demais é se entregar e falar de menos é covardia. Que o medo é o nosso maior protetor, mas medo demais é mania. Que não há ninguém nessa vida que possa ser substituído. Que as perdas dão valor aos ganhos e que é preciso dar valor à dor. Que os ganhos não são nada a quem percebe que nunca conheceu o amor.
Talvez disso tudo você já saiba. Mas da minha vida, não. Ah, da minha vida você não sabe nada. Talvez já tenha vivido e sangrado, mas o meu sangue você não sentiu escorrer.
Por dentre suas conclusões fatídicas eu cheguei à que mais me fez entender: não existe teoria que, sem prática, seja validada.
Costume curioso esse que os outros têm de querer julgar sem nem sentir na pele a machadada.