31/08/2008

Uma interrogação

Sem saída. O escuro é o ponto final, mas ainda me resta uma interrogação. Em alguma coisa faltando, alguma coisa calando, que me faz resistir. Em pensar que hoje é fracasso. Não sinto mais. Não minto mais. Aliás, minto, sim. Ainda resta, não presta. Mas se quem faz a festa é quem contesta, eu sempre fui honesta.

Sem saída. Em alguma coisa faltando, alguma coisa resistindo, alguma coisa... Que me faz calar. Não minto mais. Não sinto mais. Sinto, sim, aliás. Sinto medo de morar no escuro e ver o claro por cima do muro, pensando naquilo que deixei pra trás.

Sem saída. Em segundo, em minuto, em hora, em tempo esgotado, transformado em dor. Em saber que o escuro é o refúgio de quem não quer ver amanhecer mais uma dúvida e alimenta seu próprio pudor. Enclausuro. O ponto final é o escuro, mas ainda me resta uma interrogação.