03/02/2009

Gustavo

5 anos, como dois e dois.
Nosso terreno ainda intacto, meu sonho ainda a ser. Em carência do que não aconteceu, a decadência do nosso predizer. Preciso mostrar que aprendi o que aprendi com você. Talvez quisesse ter apagado - para não saber mais - por saber que eu sou a única, mas não ter coragem de voltar atrás. Mas assim não se faz. Percebi que ainda existe, e se até hoje resiste, amanhã também. Foi cedo demais, foi-se cedo demais, não preciso de mais, só preciso ter o tudo de volta, ou ter a volta de tudo. Pelo menos por um segundo, pelo mais para que eu possa dizer o adeus que ficou preso na garganta e que arde, arde tanto que não deixa que outro se aproxime sem se queimar.

(11/03/08)